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El ojo que ves no es ojo porque tu lo veas, es ojo porque te ve (antonio machado)

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Loja das Penhas Douradas

rua Nova do Almada, 103 Lisboa, Portugal 38.710772 -9.1395707

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Se não tem tempo para ir até à Serra da Estrela, a Serra da Estrela vem até si. Claro que não mete neve, temperaturas abaixo de zero ou descidas da serra com o rabo enfiado em sacos de plástico (um mimo), mas nem por isso a experiência perde graça.

A Loja das Penhas Douradas traz até Lisboa o que de melhor a zona tem e está dividida em duas: de um lado, a parte gastronómica, com os artigos da Penhas Douradas Food. Do outro, peças feitas em burel, um dos mais tradicionais tecidos portugueses, da Penhas Douradas Factory. Comecemos pela comida.
A ideia foi “pegar em produtos tradicionais e nas matérias-primas da zona e dar-lhes um ar diferente e contemporâneo”, diz Cristina Vasconcelos, uma das sócias da loja. Com a ajuda do chef Luís Baena, consultor gastronómico do projecto, a Penhas Douradas Food envolve coisas tão diferentes como mel de urze e rosmaninho, geleia de zimbro, línguas de gato de feijoca, pesto de urtigas, boletos selvagens, geleia de flor de sabugueiro, marmelada de cereja, biscoitos de queijo e azeitonas, palitos de queijo da serra, torrão de laranja ou ketchup de abóbora (ainda aí está ou desmaiou de gula?). Tudo enfiado em embalagens modernas e atraentes. Depois, há a parte têxtil, com o burel.
“Pegámos num tecido ancestral português, que cobre os pastores da serra há centenas de anos e que estava a cair em desuso, e resolvemos criar novos produtos a partir dele”, explica Cristina. Foi assim (e criando novas 24 cores, para além das naturais), que o burel se transformou em pastas de computador, mochilas, colares, cintos, brinquedos, mantas, almofadas ou individuais, entre muitas outras coisas. O objectivo é criar parcerias com jovens designers, para que criem novas utilidades para o burel. Aberta desde Novembro do ano passado, a loja quer ajudar a desenvolver a zona de Manteigas, não só através do aproveitamento de produtos como da mão-de-obra local. “É um meio de dinamizar uma zona que está economicamente deprimida.
A loja é o ponto visível destes dois projectos que queremos que sejam sustentáveis e criem as sinergias necessárias para que a região se desenvolva.”

eye lo descubrió en febrero de 2012

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Restaurante Cervejaria Ribadouro

+351 213 549 411

Avenida da Liberdade 155 Lisboa, Portugal 38.7196 -9.1455698

www.cervejariaribadouro.pt

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En una de las principales avenidas de la ciuda, cerca de la Plaza del Marqués de Pombal y junto a la Embajada de España, se encuentra una de las mejores marisquerías por calidad y precio de Lisboa. En la capital portuguesa es muy común el concepto de cervecería donde se come marisco y pescado, y el restaurante Ribadouro es uno de los mejores sitios para eso. Ojo, no es barato, que nadie espere comer percebes y langostinos a precio de Whopper, pero la relación calidad-precio es excelente.

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Alcântara Café

+351 213 637 176

Rua Maria Luisa Holstein 15 Lisboa, Portugal 38.703864 -9.176298

www.alcantaracafe.com

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restaurante favorito de Pedro Almodóvar, que según sus propietarios siempre ha tenido la intención de rodar allí alguna escena de sus películas. Su carta podría definirse como alta cocina creativa.

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Kais

+34 351213932930

Cais da Viscondessa R. da Cintura - Santos Lisboa, Portugal 38.7051220020312 -9.15688825541383

www.kais-k.com

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ostras sobre algas

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Kais (Cais da Viscondessa, Rua da Cintura). Este local sigue marcando la pauta gastronómica de lo que se lleva en Lisboa. También ubicado en una fábrica a orillas del Tajo, con techos altísimos y una decoración sofisticada, es el lugar donde la gente guapa viene a dejarse ver. Pero que esto no nos confunda: su cocina es magnífica. Hay que probar sus ostras sobre algas o su langosta con risotto de champagne.

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babá ratón

Av. da Liberdade 180 Lisboa, Portugal 38.7201673 -9.1450176

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DE TIMEOUT:
Há boas notícias no centro: mais um bom restaurante com preços razoáveis. Diogo Novais foi provar

O nome roça o ridículo, mas segue essa velha tradição portuguesa que é baptizar uma empresa com a primeira coisa que o filho gritar. Já tinha visto um café “Gugudada”, agora há o restaurante Babá Ratón.
Outro facto curioso é que está num centro comercial. E aí a estranheza está do nosso lado, porque não é frequente entrarmos nesse tipo de bairros. O Tivoli Forum é diferente, ainda assim, por duas razões importantes: (1) está em plena Av. da Liberdade; e (2) não propaga vírus pelos tubos de ar condicionado, porque é ao ar livre.
A localização, aliás, é a primeira vantagem do Babá. Quem já visitou este centro percebe porquê: à parte deste restaurante, só há fast food de escritório, que é como quem diz massinhas, sopinhas e bacalhauzinho do dia. Tudo cheiinho de calorias a fingir que não. O Babá faz a diferença por ser um restaurante a sério, que está para a zona de comidas do Tivoli Fórum como o espaço VIP de uma discoteca: ligeiramente subido e com uma porta a separar os clientes bonitos. E, verdade seja dita, essa diferença até se vai vendo (ao contrário das discotecas).
Em relação à comida, a lista é grande, mas toda a gente a ignora. O truque, à hora do almoço, chama-se ‘Menu executivo’. Dá direito a um couvert normal, a uma bebida sofisticada (aconselham-se os sumos naturais, desanconselha-se o vinho a copo servido à temperatura errada), um prato do dia e um café. E pratos do dia sofisticados são uma grande novidade nesta zona. Variam todos os dias, mas são sempre um best of de comida portuguesa e internacional, sem variações esquisitas e molhangas a esconder defeitos. Há alheira no nonsense (com batatas fritas, ovos estrelados e grelos) num dos extremos, e um bom spaghetti neri no outro. Pelo meio há pratos tradicionais bem apresentados.
Fora da ementa, provámos uma sopa de legumes que vinha fria e sem graça; e um presunto de bellota, autêntico, e num prato com dimensões para justificar 12 euros.
Nas sobremesas, o Babá tem a presunção de oferecer o “melhor bolo de chocolate da Avenida”, o que até pode ser verdade, mas só porque o resto da Avenida é uma pobreza. É um bolo decente, com uma boa combinação com gelado de menta. Como os restantes concorrentes da zona – LA Café, Tivoli Café e AdLib – o Babá esforça-se por ser um restaurante de jantares que nunca vai ser. Mas ao almoço, na relação preço/qualidade, passou para o topo deste grupo. Os 14 euros do menu são imbatíveis na zona. E dão vontade de voltar.

eye lo descubrió en febrero de 2012

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sofisticato

Rua São João da Mata, 27 Lisboa, Portugal 38.7073853 -9.1584521

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Una de esas pequeñas joyas que esconde Lisboa. Decorado en tonos neutros, con paredes de piedra, éste sería el lugar elegido por las protagonistas de Sexo en Nueva York si éstas vivieran en la capital de Portugal. Deliciosa cocina tradicional con especial atención a las recetas italianas.

eye lo descubrió en febrero de 2012

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Alma

+351 213 963 527

Calçada do Marques de Abrantes 92 Lisboa, Portugal 38.7077988 -9.1549866

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Uno de los restaurantes más románticos e íntimos de la ciudad donde se elabora una cocina de vanguardia. Sólo abre para cenar. En su carta podemos encontrar (cómo no) ingredientes como las sardinas y el bacalao.

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Fabrico Infinito

+351 212 467 629

R. Dom Pedro V 74 Lisboa, Portugal 38.715862 -9.14639700000001

fabricoinfinito.wordpress.com/about

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O que é o Fabrico Infinito?

Muita gente se interroga sobre a origem do nosso nome. É verdade que o conceito nasceu como “Fábrica Infinita”. Porém, à medida que esta ideia foi amadurecendo e as suas bases se consolidando, encontrámos limitações na marca do nosso projecto. Picasso serviu-nos de inspiração, uma vez que ele pensava que o importante não era procurar, era encontrar.

Adaptando esta ideia ao nosso projecto, o importante deixou de ser a fábrica – mesmo que apenas em nome – mas o que fabricava. Isto é, aquilo que os ingleses chamam ao tecido – fabric. A revolução industrial começou aí. A fábrica – “mill” – passou a ser apenas um espaço onde se produzia (em série).

Para as pessoas comuns, o importante é o sabor do pastel de nata e não a receita ou os métodos da sua manufactura. O “Fabrico Infinito” nasceu daí. Dar primazia ao produto final, para que o prazer de quem consome seja realmente o importante. Relevante. No “Fabrico Infinito” faz-se. Cria-se e manufactura-se. Isto é, há um tempo em que a ideia se consubstancia na forma. Há pensamento, mas há prática.

Há o trabalho de executar o que o talento imaginou. E há suor, erros, desilusões. Mas também alegria e satisfação por cumprir um desígnio, um apelo que vem de dentro. A satisfação de um “dever” cumprido. Formas de dialogar entre quem produz e quem consome.

No “Fabrico Infinito” o que se vende não é tanto coisas mas o que dá valor a essas coisas. Economicamente falando, vendem-se mais-valias. Valores acrescentados. E o maior valor que temos para oferecer é o prazer. A empatia entre quem cria e quem desfruta. Seja um edifício, um poema, uma escultura, uma música, um bolo ou um brinquedo.

O importante é o sorriso.

A fruição do receptor é a maior alegria do criador. Não há exploração, há troca. Aqui partilha-se o mutualismo: quanto maior o sorriso de quem nos visita, maior será o nosso.

Sendo que, a nosso ver, não há maior prazer que aquele que é proporcionado por uma descoberta.

É tempo, pois, de voltarmos a partir. Porque não há maior prazer que encontrar.

Sejam bem-vindos ao nosso mundo.

eye lo descubrió en marzo de 2011

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